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Descrição
- Qual é a causa da
doença?
- Em que idade a doença
de Alzheimer costuma se manifestar?
- Além da perda de
memória, quais são os outros sintomas da doença?
- Como evolui a doença
de Alzheimer e quais suas conseqüências?
- Como a doença
afeta a cognição?
- Como a doença
afeta o dia-a-dia do paciente?
- Que tipos de alterações
no comportamento a pessoa pode apresentar?
Qual é a causa da doença?
A causa da doença de Alzheimer é desconhecida.
Sabe-se que os neurônios morrem pelo acúmulo de proteínas
em formas que não são normalmente encontradas no cérebro,
tanto dentro - a proteína tau, como fora dos neurônios-
a proteína beta-amilóide. O que não se sabe é
porque se inicia esse processo. No início da doença,
essa perda das células cerebrais não acontece de
forma homogênea, ocorrendo principalmente nas áreas
responsáveis pela memória e funções
executivas, isto é, pelo planejamento e implementação
de ações complexas. Depois, outras regiões são
atingidas, comprometendo cada vez mais o estado mental da pessoa.
A doença envolve um fator genético; quem tem um
familiar próximo como pai ou mãe com a doença
tem maior chance de desenvolvê-la. Entretanto, devem haver
outros fatores além do genético, porque mesmo entre
gêmeos idênticos é possível que um
desenvolva a doença e outro não, o que sugere que
fatores ambientais também devem ser importantes.
[sobe]
Em que idade a doença de
Alzheimer costuma se manifestar?
Em geral, a doença de Alzheimer inicia a partir dos 60
anos, com lapsos de memória. É importante lembrar
que essa queixa é comum nessa faixa de idade e que a maior
parte das pessoas NÃO tem a doença.
Perder a memória não é algo que acontece
necessariamente apenas porque a pessoa está envelhecendo. A
partir dos 50 anos, algumas pessoas podem ter perda exclusivamente
da memória recente, sem comprometimento de outras funções,
algo bem diferente do que ocorre nas demências.
Para falar em doença de Alzheimer, é preciso também
haver o prejuízo em pelo menos uma outra área da
cognição, por exemplo função executiva
ou linguagem, além da memória.
[sobe]
Além da perda de memória,
quais são os outros sintomas da doença?
- - dificuldade de abstração e planejamento: a
pessoa não consegue controlar as finanças,
prosseguir na leitura de um livro ou acompanhar um jogo de
cartas;
- dificuldade de linguagem: pode aparecer também
dificuldade para encontrar palavras quando os objetos são
apontados e há uma falsa impressão de dificuldade
em reconhecer pessoas porque os nomes são trocados;
- dificuldade de orientação temporal: ainda no início
da doença, a pessoa tem problemas para saber qual é
o dia do mês. Com a progressão da doença o
sintoma se acentua, fazendo com que o período do dia seja
confundido. Isso mais a dificuldade de memória fazem com
que o almoço ou jantar seja solicitado várias
vezes;
- dificuldade de realizar tarefas simples: como escolher a
roupa adequada ou tomar banho;
- desorientação espacial para percorrer trajetos
conhecidos ou localizar-se nos lugares.
- alteração do comportamento: o mais comum é
a agitação, mas pode também haver
agressividade. A pessoa pode ter delírios, por exemplo,
achar que está sendo roubada ou perseguida por alguém.
Mais raramente, mas ainda assim de modo bastante comum, pode
haver alucinações, onde o doente vê pessoas
ou ouve vozes. Essas alterações podem acontecer a
qualquer hora, mas muitas vezes são mais intensas ou só
se manifestam da metade para o final da tarde. Outra alteração
freqüente é a tendência a andar de um lado
para o outro sem objetivo.
- alteração do apetite: em geral, com tendência
a comer de modo exagerado;
- alteração do sono: insônia e agitação
durante a noite.
[sobe]
Como evolui a doença de
Alzheimer e quais suas conseqüências?
Em sua evolução a doença de Alzheimer afeta
três áreas fundamentais:
- a cognição;
- as atividades do dia-a-dia;
- o comportamento.
[sobe]
Como a doença afeta a cognição?
Há uma perda progressiva da memória, começando
para fatos recentes e progredindo até a perda total, em que
a pessoa não lembra o próprio nome.
A desorientação temporal começa
precocemente, a pessoa tem dificuldade em determinar o período
do dia - manhã ou tarde, por exemplo.
Com a evolução da doença, ocorre também
desorientação espacial. No começo, para
lugares não freqüentados habitualmente, progredindo até
desorientação dentro da própria casa. Na
linguagem, a dificuldade inicial é para encontrar palavras
e escrever, chegando ao mutismo e à incapacidade para
compreender a linguagem.
[sobe]
Como a doença afeta o dia-a-dia
do paciente?
As alterações da cognição levam a
uma progressiva perda da independência no dia-a-dia. De início,
as atividades mais complexas, como o controle de finanças
ou a capacidade de realizar pequenos consertos, ficam
impossibilitadas.
A dificuldade para realizar a seqüência correta de
movimentos faz com que a troca de roupas ou o uso de talheres se
tornem complicados.
À medida que a doença avança não é
mais possível coisas mais simples, como extrair sentido da
leitura de um livro ou jogar cartas e, com o tempo, usar sanitário
e o paciente torna-se incontinente, tanto para urina como para
fezes.
No estágio final, a pessoa fica restrita ao leito, muda,
sem manifestar reconhecimento, alimentada por sonda.
[sobe]
Que tipos de alterações
no comportamento a pessoa pode apresentar?
As alterações de comportamento podem ser precoces.
É freqüente encontrar agitação e
agressividade e pode haver delírios e alucinações.
Além disso, a pessoa pode repetir a mesma ação,
como andar de um lado para outro ou repetir o mesmo som. Muitas
vezes, essas alterações dificultam o cuidado e podem
ser difíceis de tratar.
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