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A doença de Parkinson foi descrita por um médico
inglês, James Parkinson, em 1817. Nessa ocasião, ele
publicou uma observação sobre seis pacientes que
apresentavam uma doença lentamente progressiva
caracterizada por movimentos involuntários (tremores), que
apareciam principalmente quando as partes envolvidas do corpo não
estavam em ação, tendência a força
muscular diminuída, propensão para inclinar o tronco
para frente e passar de um caminhar lento para uma marcha
involuntariamente acelerada.
- Qual a prevalência
da doença?
- Em que tipos de
pessoas ela tem maior incidência?
- Quais são as
causas da doença?
- Quais são os
sintomas da doença?

Qual a prevalência da doença?
Não se conhece com exatidão a prevalência da
doença de Parkinson no Brasil. Sabe-se, entretanto, que ela
é freqüente em nosso país, assim como em outras
partes do mundo. Estima-se que na Europa e nos Estados Unidos haja
uma prevalência de 1,5 a 2 pacientes em cada 1.000
habitantes. Quando se leva em conta pessoas que estão entre
60 e 80 anos de idade, a proporção aumenta para 1 em
cada 100 indivíduos.
[sobe]
Em que tipos de pessoas ela tem maior
incidência?
A doença de Parkinson pode se desenvolver em pessoas de
qualquer sexo, de qualquer raça e de qualquer nível
sócio-econômico. Há, entretanto, uma tendência
clara para se desenvolver principalmente entre indivíduos
da raça branca. Diferentemente do que se imagina, ela não
é uma doença da senilidade. Embora sua manifestação
inicial seja mais freqüente em indivíduos com idades
entre 55 e 65 anos, ocorre também em pessoas bem mais
jovens, abaixo dos 40 anos, ou bem mais idosas, com mais de 70
anos.
[sobe]
Quais são as causas da doença?
A causa da doença ainda não é totalmente
conhecida, porém há um consenso internacional de que
a enfermidade depende de vários fatores que atuam num mesmo
indivíduo. O envelhecimento, fatores genéticos e
ambientais, como a exposição a substâncias tóxicas
(defensivos agrícolas, resíduos industriais, substâncias
químicas etc.), podem estar relacionados à doença
e atuarem associados em um indivíduo susceptível.
Atualmente, foram detectados alguns genes relacionados à
doença, em casos marcadamente familiares. Entretanto, a
maioria dos casos observados não têm essa característica,
aparecendo de maneira isolada.
[sobe]
Quais são os sintomas da doença?
Uma síndrome é definida como um conjunto de sinais
e sintomas que podem ser produzidos por diferentes causas, não
sendo sinônimo de doença. A síndrome
parkinsoniana, entre outros, é constituída de 4
elementos principais:
- tremor;
- bradicinesia - lentidão e pobreza de movimentos;
- rigidez - enrijecimento dos músculos sobretudo nas
articulações e
- alterações posturais que se manifestam por
instabilidade na postura ereta com quedas freqüentes, mudanças
posturais, como a inclinação do tronco para
frente, etc.
Vários outros sinais clínicos e sintomas podem
ocorrer, como alterações na escrita, na fala, na
marcha, etc. Dessa maneira, doenças diferentes e causas
muito diversas podem produzir uma síndrome parkinsoniana. A
doença de Parkinson é a causa de aproximadamente 70%
dos casos de síndrome parkinsoniana. Os 30% restantes
apresentam outras enfermidades ou situações que
podem produzir os mesmos sintomas e sinais, que se associam com
freqüência a outras características. Portanto,
quando um médico faz menção a uma síndrome
parkinsoniana, não está necessariamente se referindo
à doença de Parkinson, embora a possibilidade de se
tratar dessa doença seja grande.
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[Tratamento]
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