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Embolia Arterial Aguda
Dr.
Adamastor Humberto Pereira
Dr. Marco Aurélio
Grudtner
A embolia arterial aguda é uma das causas de obstrução
súbita e total do fluxo sangüíneo em uma
artéria como conseqüência da presença
de coágulos (êmbolos) originados de outro local
da circulação, geralmente do coração.
Os êmbolos são liberados para a circulação
de forma aleatória, podendo atingir virtualmente
qualquer órgão do corpo humano. Entretanto, os
membros inferiores são os locais atingidos com maior
freqüência.
Quais são as
causas da doença?
Quais são os
sintomas da doença?
Quais são as
conseqüências da doença?
Como detectar a doença?
Como evitar a doença
?
Quais são os
tratamentos?

Quais são as causas da doença?
As doenças cardíacas respondem pelo maior número
dos casos de embolia arterial aguda, principalmente as
arritmias do coração, os infarto do miocárdio
e as doenças das válvulas cardíacas, já
que são condições que predispõem o
coração a formar coágulos. Outras condições
predisponentes menos freqüentes são os coágulos
que se formam nos aneurismas (dilatações)
arteriais e as placas de gordura que se desprendem das paredes
das artérias afetadas por doenças como a
aterosclerose, por exemplo, e viajam pela circulação,
obstruindo vasos sangüíneos à distância.
Devemos considerar também que todo procedimento médico
que envolve a manipulação dos vasos arteriais,
seja para fins de diagnóstico seja com objetivo terapêutico,
pode promover a formação dos êmbolos.
[sobe]
Quais são os sintomas da
doença?
Como a grande maioria dos casos de embolia arterial envolve
os membros inferiores, o aparecimento de um quadro súbito
de dor, esfriamento, dormência, dificuldade de movimentação
ou mesmo anestesia de parte ou de todo o membro, num paciente
com alguma doença cardíaca (principalmente
arritmias do coração, infarto do miocário
e doenças das válvulas cardíacas) e sem
qualquer queixa prévia em relação ao(s)
membro(s) inferior(es), deve alertar para a possibilidade de
um quadro de embolia arterial aguda.
O diagnóstico precoce da embolia arterial e a avaliação
por um cirurgião vascular é de suma importância,
pois o tempo de evolução do quadro até o
início do tratamento é o fator mais importante
para o sucesso do mesmo.
[sobe]
Quais são as conseqüências
da doença?
A embolia arterial aguda causa uma diminuição
súbita da circulação sangüínea
no órgão acometido. A conseqüência
dependerá da função que o órgão
tinha antes da obstrução e do grau de
comprometimento desta circulação. Dependendo das
circunstâncias, o órgão poderá
manter a função normal ou discretamente diminuída
ou ainda haver perda total de sua função. Por
exemplo, se afetado o cérebro, a pessoa pode
desenvolver o "derrame", se afetada a circulação
das pernas, a pessoa pode desenvolver a "gangrena",
se afetados os intestinos, pode desenvolver o infarto dos
intestinos etc. Dependendo do órgão afetado, do
tempo de evolução do quadro clínico, da
rapidez do tratamento e das doenças associadas, a situação
pode variar da recuperação total da função
até a perda do órgão ou mesmo o óbito
do paciente.
[sobe]
Como detectar a doença?
O mais importante é fazer uma avaliação
clínica minuciosa do paciente, que permite, na imensa
maioria dos casos, confirmar a suspeita diagnóstica e
determinar o órgão acometido. A necessidade de
realização de exames complementares dependerá
dessa primeira avaliação. Os exames mais freqüentemente
solicitados incluem os exames de imagem - ecodoppler colorido
e as angiografias - que visam avaliar a circulação
sangüínea de determinado órgão.
[sobe]
Como evitar a doença ?
Evitar a aterosclerose e tratar as doenças cardíacas
que predispõem a formação de coágulos,
pode diminuir a probabilidade do evento embólico. Para
tanto, é necessário evitar os fatores de risco
para doenças cardíacas e aterosclerose: fumo,
obesidade, sedentarismo, alteração de lípides
no sangue, hipertensão arterial.
[sobe]
Quais são os tratamentos?
É fundamental que o tratamento seja individualizado.
Existem atualmente várias modalidades terapêuticas
disponíveis que, entretanto, não são
indicadas para todos os casos.
O tratamento pode ser clínico ou cirúrgico e a
conduta conservadora ou observacional pode muitas vezes ser de
grande benefício a certos subgrupos de pacientes.
O tratamento padrão consiste na remoção
cirúrgica dos coágulos através da introdução
de um cateter-balão até o local onde a artéria
está afetada.
Há também a possibilidade do uso de
medicamentos chamados anticoagulantes e fibrinolíticos
que podem ser utilizados isoladamente ou em associação
com o procedimento cirúrgico. O risco maior desses
medicamentos é o sangramento e , portanto, seu uso deve
ser indicado com prudência, sempre avaliando os riscos e
benefícios de sua utilização.
O paciente deverá ser tratado no hospital, onde a
avaliação clínica seriada permite
determinar a eficiência do tratamento proposto. Além
disso, a possibilidade de realização de cirurgia
e o uso de medicamentos que interferem no processo de coagulação
global do paciente são fatores que indicam a
necessidade de internação hospitalar.
Após o procedimento cirúrgico ou clínico,
sendo restabelecida a condição circulatória
prévia do paciente, a preocupação maior
será com os fatores predisponentes do quadro embólico.
Nas situações em que o fator predisponente não
pode ser alterado, existe a possibilidade de usar a medicação
anticoagulante por longo prazo.
[sobe]
Bibliografia

Temas relacionados:
Hipertensão
Arterial por Dr. Celso Ferreira.
Aterosclerose
por Dr. Dr. Marcelo Chiara Bertolami.
Colesterol Alto
por Dr. Marcelo Chiara Bertolami.
Obesidade por Dr.
Alfredo Halpern.
Sedentarismo por
Dr. Turíbio Leite Barros Neto.

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