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| Esclerose múltipla não
é tão progressiva ou incapacitante como se
imaginava. |
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| Fonte: Neurology, 22/01/2004. |
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No mais abrangente estudo de como os sintomas da esclerose múltipla
(MS, em inglês) mudam com o tempo, pesquisadores da Mayo
Clinic descobriram que menos da metade dos pacientes estudados
tiveram piora de incapacidade em 10 anos.
A compreensão de como os sintomas da esclerose múltipla
mudam ao longo do tempo fornece boas novas para pacientes recém-diagnosticados
com esclerose múltipla, que podem achar que a doença
os conduz a um inevitável e uniforme declínio no
funcionamento físico. Isso também oferece uma
informação vital para planejadores de saúde
pública encarregados de definir futuras necessidades
dos pacientes com esclerose múltipla.
Em seu estudo, os pesquisadores da Mayo Clinic proveram evidências
encorajadoras que, para muitos pacientes, a incapacidade
decorrente da esclerose múltipla continua branda - então
dos 99 pacientes que estavam caminhando sem ajuda quando
examinados em 1991, 71 mantiveram a habilidade em 2001. E
somente 20% dos pacientes que não precisavam de cadeira
de roda em 1991, vieram a necessitar de uma, dez anos mais
tarde.
"O fato que a maioria dos pacientes com esclerose múltipla
não têm pioras progressivas após 10 anos é
realmente uma grande novidade," disse Moses Rodrigues,
M.D, o neurologista que conduziu a equipe de pesquisa.
A sobrevivência foi levemente reduzida se comparada
com a população total dos Estados Unidos, porém
30% dos pacientes evoluíram para um estado
incapacitante. - tal como necessidade de bengala ou cadeira de
roda - ao longo dos 10 anos de acompanhamento.
A descoberta que a maioria das escleroses múltiplas
não sãotão progressivamente
incapacitantes como se pensou um dia é contrária
à percepção comum de que é uma
doença marcada por um declínio constante na função
motora.
A esclerose múltipla é uma doença do
sistema nervoso central que afeta um número estimado de
200.000 americanos. Nem as causas nem a cura da esclerose múltipla
são conhecidas. Ela é caracterizada por um padrão
de surgimento e remissão de uma variedade de sintomas.
Tais sintomas incluem dormência ou fraqueza em um ou
mais membros, falta de coordenação e passo
cambaliante e visão obscura ou problema com os
movimentos dos olhos. Mal funcionamento das fibras nervosas
produzem os sintomas da esclerose múltipla quando a
proteção em volta dela é danificada.
Pesquisadores suspeitam que os danos podem ser causados por um
vírus ou por patógenos do meio ambiente. Ninguém
sabe porquê, mas mulheres são levemente mais
suscetíveis a desenvolverem esclerose múltipla
que os homens, e populações dos estados ao norte
têm maiores riscos que as do sul.

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