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Notícias Abril de  2005

Falta de micronutrientes - como alimentar melhor uma criança?
Fonte: American Association for the Advancement of Science, 18/02/2005

Mais da metade das crianças no mundo em desenvolvimento carecem de micronutrientes vitais, como ferro e zinco, em suas dietas. Embora suplementos dietéticos na forma de pílulas possam providenciar uma solução rápida, pesquisa recente sugere que adicionar porções pequenas de carne, diariamente, pode melhorar tanto a saúde das crianças como o desempenho em testes cognitivos.

Cientistas discutiram os méritos de "alimentos de origem animal" como carne e leite bem como outros caminhos para suplementação dietética e fortificação, durante o encontro anual da American Association for the Advancement of Science (AAAS).

"As dietas dos pobres são baseadas em cereais, repetitivas, com pouco diversidade e com carência de micronutrientes", disse Montague Demment, diretor do Global Livestock Collaborative Research Support Program. "No mundo moderno, nós precisamos avaliar como obter nutrientes para as pessoas e fazer isso num contexto apropriado", ele disse.

Existe uma ligação entre boa nutrição e o quão bem as crianças se desenvolvem, tanto a mente como o corpo, de acordo com Demment. Seus desempenhos escolares, por sua vez, podem ter uma influência forte no crescimento da economia de suas nações. No final, a nutrição sadia ajuda a incentivar o desenvolvimento nacional, disse ele.

Biofortificação, que usa técnicas de produção de plantas convencionais para aumentar o nível de micronutrientes nas safras, é uma possibilidade. É uma estratégia relativamente nova. Ainda não há estudos definitivos que mostram o impacto dessa variedades melhoradas nutricionalmente em crianças, de acordo com Howarth Bouis, do International Food Policy Institute. Resultados iniciais sugerem, no entanto, que o amplo uso de safras biofortificadas pode aumentar significativamente o consumo de ferro e zinco nas dietas de pessoas pobres. A pesquisa para determinar se aqueles nutrientes podem ser absorvidos facilmente por humanos está em andamento.

Especialistas dizem que programas educacionais sobre nutrição precisam ser elaborados para encorajar consumidores a trocar para certas variedades biofortificadas, particularmente se tiverem mudanças na cor, aparência ou textura.

Alguns estudos de campo sobre a eficácia de adicionar carne de maneira sistemática nas dietas de crianças nas nações em desenvolvimento já foram realizados. Em um estudo de dois anos na Quênia rural, completado em 2003, cientistas suplementaram o almoço, baseado em feijão e milho, de várias centenas de crianças escolares com carne, leite ou uma porção equivalente de energia de óleos vegetais.

Crianças em todos os três grupos, quer tenham recebido carne, leite ou óleo vegetal, ganharam cerca de 400 gramas de peso e aumentaram sua massa muscular do braço comparados a colegas de classe que não receberam suplementos. Mas as crianças que receberam o suplemento de 68 gramas de carne também tiveram performance significativamente melhor do que todos os outros grupos num teste de habilidade em resolver problemas e fluência de inteligência, disse Lindsay H. Allen, diretor do U.S. Agricultural Research Service's Western Human Nutrition Research Center, Davis, California.

A pesquisa no Quênia também descobriu que tanto suplementos de carne quanto de leite melhoraram muito o status de vitamina B12 das crianças, reduzindo a prevalência da deficiência para cerca de 10% nos grupos tratados comparados aos 50% na população escolar geral. As 68 gramas de carne proporcionaram 106 % das necessidades de B12 das crianças, 68% das necessidades de zinco e 26 % de ferro, disse Allen.

Os resultados foram consistentes com estudos observacionais realizados anteriormente no Quênia, Egito e México que sugeriram que crianças poderiam se beneficiar com algumas mudanças em suas dietas. No Quênia, os cientistas descobriram que alimentos de fonte animal, especialmente produtos de carne, são consumidos por menos de 14% das crianças e geralmente em pequenas quantidades (menos que 17 gramas por dia). Embora as agências de ajuda internacionais freqüentemente resolvam o problema da falta de micronutrientes em dietas fornecendo suplementos vitamínicos como uma solução rápida, alguns cientistas argumentam que o uso de alimentos de origem animal, como carne e leite, pode ser tão efetivo quanto, além de também promover o desenvolvimento local de produção de alimentos de origem animal.

A pesquisa recente baseia-se em estudos realizados durante a década de 80 e início de 90 que mostraram a qualidade da dieta - se ela continha alimentos de origem animal - era um melhor prognosticador do status nutricional do que a quantidade de alimento consumido. Embora a "revolução verde" tenha expandido muito o acesso a cereais como uma fonte de energia barata, ela também teve um aspecto negativo, de acordo com Montague Demment.

Tanto Demment como Allen argumentam que o uso de alimentos de origem animal deve ter maior atenção. Em uma época quando o consumo desses alimentos continua subindo globalmente, Allen diz, "o desafio é assegurar que os bilhões de pobres, que geralmente não consomem quantidades adequadas, tenham melhor acesso a esses alimentos. Ignorar este problema é ignorar a perda tremenda de capital humano que resulta dessas deficiências de micronutrientes subsequentes."


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