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Notícias Abril de  2005

Antibiótico ajuda a combater a elefantíase
Fonte: The Lancet, 24/06/2005

A doença é desencadeada pela picada de um mosquito infectado: junto com anticoagulante, o mosquito transmite as larvas do verme para o corpo hospedeiro. Essas gravitam em torno dos nódulos linfáticos onde elas crescem e se transformam em vermes filamentares que podem ter mais de 10 cm de comprimento. O corpo reage produzindo inflamação que interrompe o fluxo de fluido linfático. A conseqüência disso é que braços, pernas e genitálias se incham em proporções monstruosas - daí o nome elefantíase. Mais de 120 milhões de pessoas no mundo estão infectadas com o wuchereria bancrofti.

Os vermes wuchereria adultos têm um tempo de vida de até 5 anos. Durante esse tempo eles produzem milhões de filhotes que são conhecidos como micro-filariae. Se o hospedeiro é novamente picado por um mosquito, os micro-filariae são ingeridos juntamente com o sangue.

Dentro do inseto, eles amadurecem em larvas do verme, completando assim o ciclo. Embora os medicamentos atualmente em uso matem os micro-filariae, eles deixam o verme adulto intacto. O parasitologista de Bonn, Prof. Achim Hörauf explica: "Devido ao longo tempo de vida do verme wuchereria, o tratamento dura vários anos, durante o qual os sintomas continuam a persistir. Além disso, os medicamentos podem produzir sérios efeitos colaterais.

Entretanto, esses vermes possuem um calcanhar de Aquiles: existem bactérias que são absolutamente indispensáveis à sobrevivência do parasita. Se essas bactérias morrem, o parasita também morrerá, cedo ou tarde. "É por isso que o wuchereria é sensível aos antibióticos que são normalmente usados contra infecções bacterianas".

No seu estudo, especialistas na Tanzânia trataram 72 pacientes do sexo masculino durante 8 semanas com doxiciclina ou um placebo. Inicialmente, o sangue do paciente estava "repleto" de micro-filariae - os pesquisadores contaram mais de 1.300/ml de sangue. Oito meses depois, eles tinham quase que desaparecidos completamente; apenas em um paciente foram detectados micro-filariae esporádicos. Entretanto, a proporção de micro-filariae também caiu no grupo placebo - um efeito provavelmente devido a um melhor cuidado dado aos pacientes participantes do estudo.

Diferentemente das drogas usadas até então, o antibiótico também eliminou os vermes adultos. Quatorze meses depois de tratamento com doxiciclina, apenas 5 pacientes apresentavam o verme. No grupo placebo, a taxa era de 89%. No grupo da doxiciclina, a concentração de proteínas específicas do verme no sangue caiu para metade.

A importância dessas descobertas para o tratamento não deve ser subestimada, enfatiza Prof. Hörauf. "Os vermes adultos são além disso responsáveis por sintomas da doença tal como inchaço extremo dos membros. No passado, não havia métodos efetivos e confiáveis para combatê-los. A efetividade do antibiótico deve ser ainda maior do que foi medido. "Não podemos excluir a possibilidade de diversos pacientes terem se re-infectados nos meses que se seguiram ao tratamento com doxiciclina. Portanto, é bem possível que todos os vermes tenham sido eliminados e os 20% restantes sejam resultantes de re-infecção.

A doxiciclina tem sido usada há muitos anos e apresenta efeitos colaterais de menor importância. Entretanto, em crianças pode causar danos irreparáveis aos dentes e retardar o crescimento dos ossos. Por essa razão o antibiótico não tem sido usado durante a gravidez, também. Em adolescentes e adultos, entretanto, a droga é inofensiva. Além disso, tem um custo comparativamente menor. "A sua maior vantagem é que já está liberada para uso médico", segundo o Prof. Hörauf.


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