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| Caminhar reduz declínio
decorrente da doença arterial periférica |
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| Fonte: Annals of Internal Medicine,
03/01/2006 |
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Estudo publicado mostra que caminhar três vezes na
semana, mesmo em um programa de exercício não
supervisionado, pode melhorar significativamente a capacidade
de andar e retardar a progressão da doença
arterial periférica (PAD, em inglês). PAD muitas
vezes causa dores nas pernas devido ao fluxo sangüíneo
reduzido nas artérias.
O estudo com 417 homens e mulheres, conduzido por
pesquisadores na Northwestern University Feinberg School of
Medicine, indica que aqueles que caminham 3 vezes ou mais na
semana tinham um declínio médio anual menor do
percurso caminhado e da velocidade do que aqueles que
caminhavam 1 ou 2 vezes na semana.
O estudo foi conduzido por Mary McGrae McDermott, M.D.,
professora associada de medicina na Feinberg School.
Os pesquisadores também descobriram que apenas uma
pequena proporção de afro-americanos
participantes do estudo caminhavam para se exercitarem 3 ou
mais vezes na semana. Estudos prévios mostraram que
pacientes com PAD tinham um prejuízo funcional maior do
que os pacientes brancos. Adicionalmente, a prevalência
de PAD é maior em afro-americanos do que em pacientes
brancos.
"Dados do estudo sugerem que os médicos devem
encorajar os pacientes afro-americanos a aumentarem a freqüência
com que fazem caminhada", disse McDermott.
Aproximadamente 20% dos idosos possuem PAD. Pesquisas têm
mostrado que a PAD tende a piorar com o tempo, mas a participação
em programas de reabilitação física, que
incluem caminhar em esteira 3 vezes na semana, tem melhorado o
desempenho da caminhada e retardado a progressão da
doença.
Entretanto, muitos pacientes com PAD têm tido
dificuldade em participar de um programa de exercício
supervisionado devido ao custo ou aos problemas de transporte.
Resultados do estudo sugerem que a caminhada, tal aquela
realizada em casa, também retarda a progressão
de PAD.
Os pesquisadores testaram a habilidade física dos
participantes medindo a distância que eles percorriam em
6 minutos e observando a sua capacidade de se levantarem de
uma cadeira sem ajuda, o equilíbrio ao permanecerem em
pé e quão rápido eles podiam andar em uma
distância curta.
Os pesquisadores também perguntaram aos participantes
a freqüência com que eles caminhavam para se
exercitarem e o tempo de duração.
Além de mostrar que caminhadas sem supervisão,
três vezes na semana, retardam o declínio da
capacidade de realizar atividades físicas, o estudo
descobriu que os participantes com a PAD mais grave no início
do estudo eram aqueles que mais se beneficiavam com um
programa de caminhada regular.

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