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| Exercício acelera a cura de
feridas em idosos |
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| Fonte: Journal of Gerontology: Medical
Sciences, 10/01/2005 |
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A capacidade do corpo se curar, mesmo pequenas feridas,
declina à medida que envelhecemos. Mas um novo estudo
com adultos mais velhos descobre que a prática regular
de exercícios pode acelerar o processo de cura de
feridas em até 25%.
"Esta é a primeira vez que pudemos documentar
este tipo de feito associado com exercício", disse
Charles Emery, professor de fisiologia e autor principal do
estudo. E quanto mais rápido a ferida for curada, menor
a chance dela se tornar infectada.
O estudo incluiu 28 adultos saudáveis, entre 55 e 77
anos de idade (idade média de 61 anos).
Os participantes não se exercitavam com regularidade
nos seis meses anteriores ao estudo.
Para a pesquisa, cerca de metade deles (13) exercitaram-se
três vezes na semana durante três meses. Os outros
15 participantes serviram como controle e foram solicitados
que não mudassem seus hábitos de atividade física
durante o período de estudo.
Em cada paciente, foi feita uma pequena ferida no braço.
Adultos no grupo de exercícios começaram a se
exercitar um mês antes de ser ferido; isso permitiu que
o organismo deles se adaptassem a um programa regular de exercícios.
As feridas tinham cerca de 3 mm de largura e profundidade.
Os pesquisadores fotografaram as feridas três vezes na
semana, até que não fossem mais visíveis
(cerca de 6 a 7 semanas).
A sessão de exercícios começava com um
aquecimento de 10 minutos, seguida por 30 min de bicicleta.
Depois, os participantes ou faziam jogging ou caminhavam de
forma vigorosa numa esteira por 15 minutos, seguido por cerca
de 15 min de exercícios de resistência. Todas as
sessões terminavam com 5 min de exercícios de
relaxamento.
Cada participante foi avaliado por meio de exercícios
de resistência e esforço no início e no
final do estudo. O teste de resistência, realizado em
esteira, mediu a forma física aeróbica de cada
participante por meio do oxigênio consumido durante o
exercício.
Os pesquisadores também coletaram amostras de saliva
de cada participante para medir os níveis de cortisol,
principal hormônio de estresse. Altos níveis de
cortisol indicam que o corpos está sob estresse;
estudos anteriores sugeriram que o exercício está
associado com níveis mais baixos de cortisol.
Por último, cada participante completou um questionário
chamado "Perceived Stress Scale" para determinar o
grau de estresse percebido em suas vidas.
Ao fim do estudo, os pesquisadores constataram que as
feridas se cicatrizaram em média 10 dias mais cedo nas
pessoas que se exercitaram (29 dias no grupo de exercício
versus 39 dias no grupo sedentário).
Os pesquisadores ficaram um tanto surpresos ao descobrirem
um aumento acentuado nos níveis de cortisol no grupo de
exercício. O hormônio aumenta com o estresse e
outros estudos sugeriram que o exercício por reduzir os
níveis de estresse.
"O estresse do exercício pode intensificar a
regulação do cortisol", disse Emery. "Este
aumento nos níveis de cortisol pode representar um
caminho biológico pelo qual o exercício ajuda a
cura das feridas". Não ocorreram mudanças
no estresse percebido em ambos grupos e nenhum dos
participantes do estudo relatou qualquer aborrecimento
significativo em suas vidas no início do estudo.

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