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| Pessoas que restringem calorias
possuem corações mais jovens |
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| Fonte: Journal of the American College of
Cardiology , 17/01/2006 |
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Os corações de pessoas que seguem uma dieta
balanceada com baixa caloria são semelhantes aos das
pessoas jovens, quando examinados por meio de sofisticados
testes funcionais por ultra-som, e elas tendem a ter níveis
mais adequados de alguns marcadores de inflamação
e fibrose, de acordo com novo estudo publicado.
"Comer menos, se for uma dieta de alta qualidade,
melhora a sua saúde, retarda o envelhecimento, aumenta
a chance de viver por mais tempo e ter uma vida mais saudável",
disse Luigi Fontana, Ph.D. da Washington University School of
Medicine, em St. Louis, Missouri e do Instituto de Saúde
Nacional da Itália.
Numerosos estudos têm mostrado que os animais podem
viver por mais tempo se eles ingerirem menos calorias mas
estudos com humanos têm sido difíceis de serem
realizados. O modelo de restrição calórica
exige uma dieta rigorosa para assegurar a baixa quantidade de
calorias e quantidade balanceada de nutrientes.
O coração tende a enrijecer e bombear menos
efetivamente à medida que as pessoas envelhecem, mas
exames mostraram que os corações de pessoas com
restrição calórica parecem mais elásticos
do que as pessoas de controle, isto é, os corações
relaxavam entre as batidas numa forma similar aos corações
de pessoas mais jovens. Além disso, diversos fatores de
risco e marcadores inflamatórios, pressão sangüínea,
proteína reativa-C, TNF-alfa e TGF-alfa eram menores no
grupo da dieta com restrição calórica.
Dr. Fontana, que projetou e conduziu o estudo, enfatizou que
a restrição calórica não significa
apenas comer menos. "A restrição calórica
está associada com longevidade somente quando está
associada a uma nutrição ótima. Por outro
lado, restrição calórica associada com
subnutrição acelera o envelhecimento e causa
diversas doenças. Portanto, ingerir metade de um
hamburguer, metade de um pacote de batatas fritas e metade de
um refrigerante não é uma restrição
calórica saudável e é perigoso",
disse ele.
É importante notar que os indivíduos do grupo
com restrição calórica consumiram uma
dieta balanceada saudável com 100% da recomendação
diária para os nutrientes e que forneceu
aproximadamente 1.671 +/- 294 kcal diariamente. A dieta média
era composta de 23% de proteína, 49% de carboidratos
complexos e 28% de gordura, incluindo 6% de gordura saturada.
A ingestão diária de sal era menor no grupo com
restrição calórica.
Dr. Fontana disse que as dietas das pessoas com restrição
calórica eram semelhantes à dieta mediterrânea
tradicional, que é baseada numa grande variedade de
vegetais, óleo de oliva, feijões, grãos
integrais, peixe e frutos. A dieta evita alimentos refinados e
processados, refrigerantes, sobremesas, açúcares,
pão e massas brancas.
Os níveis menores da proteína reativa-C e
outras citocinas inflamatórias podem indicar que a
restrição calórica ajuda a reduzir o dano
da inflamação crônica no organismo.
"Sabe-se que pessoas com sobrepeso e obesas possuem um
estado de inflamação crônica de baixo
grau. Isso se deve ao fato das células gordurosas
hipertróficas produzirem de forma crônica moléculas
inflamatórias que são liberadas na corrente sangüínea.
Isso significa que os tecidos do organismo estão
cronicamente expostos aos estímulos inflamatórios.
A nossa hipótese é que essa inflamação
crônica cause danos crônicos nos tecidos e fibrose
associada que leva ao endurecimento prematuro e acelerado de
tecidos e órgãos", disse Dr. Fontana.

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