|
| Composto químico encontrado
em morangos melhora memória |
|
|
|
| Fonte: Proceedings of the National Academy
of Sciences, 16/10/2006 |
|
|
|
Há muito tempo que as mães encorajam seus
filhos a ingerirem frutas e vegetais. Mas uma vez que as crianças
estejam longe dos olhos vigilantes da mãe, os verdes
odiados geralmente saem do caminho para entrarem as bonecas
Barbie e os Power Rangers. Agora, há outra razão
para continuar ingerindo frutas coloridas mesmo depois da
adolescência.
A fisetina, um flavanóide que ocorre naturalmente e
comumente encontrado em morangos e outras frutas e vegetais,
estimula caminhos sinalizadores que intensificam a memória
de longo prazo, relataram pesquisadores da Salk Institute for
Biological Studies.
Aproximadamente um terço das pessoas com 60 anos ou
mais sofrem com problemas de memória. À medida
que a idade média da população americana
sobe, o número de pessoas afetadas pela doença
de Alzheimer e outras formas de demência continua a
aumentar.
Maher descobriu que alguns desses compostos, incluindo
fisetina, induziram diferenciação ou maturação
das células neurais. Maher explica, "Isso nos
mostrou que esses componentes podem ser particularmente benéficos,
já que eles podem não apenas evitar que as células
neurais morram, mas podem promover novas conexões entre
células nervosas".
De forma interessante, o caminho sinalizador ativado pela
fisetina na diferenciação neural também
desempenhou um papel na formação da memória,
um processo que neurocientistas chamam de "potenciação
em longo prazo" ou LTP. A LTP permite que memórias
sejam armazenadas no cérebro reforçando conexões
entre os neurônios. "Nós queríamos
descobrir se podíamos detectar qualquer efeito da
fisetina na potenciação de longo prazo e a formação
de memórias em animais," relembra Maher.
Como o hipocampo desempenha um papel importante para formar
novas memórias, Maher e co-autores, Tatsuhiro Akaishi e
Kazuho Abe, ambos da Musashino University em Tóquio,
Japão, estenderam o estudo e descobriram que a fisetina
ativa o mesmo caminho sinalizador no tecido hipocampal de
ratos e também induz LTP.
Depois, eles testaram os efeitos da fisetina em um teste
chamado de teste discriminação de objetos em
camundongos. Os camundongos começaram a explorar dois
objetos durante um certo tempo. No dia seguinte, um dos
objetos foi substituído por outro novo. Se o camundongo
lembrasse o objeto do dia anterior, eles gastariam menos tempo
explorando o velho e imediatamente voltariam sua atenção
para o objeto novo. Realmente, camundongos que receberam uma
dose única de fisetina podiam lembrar melhor de objetos
familiares. De fato, a fisetina trabalha quase tão bem
quanto o rolipram, uma substância conhecida por aumentar
a memória.
A perda de memória causada por doença
neurodegenerativa ocorre devido à perda de neurônios,
uma situação muito diferente daquela em
camundongos sadios. Dessa forma, o objetivo final é
parar com a perda de neurônios. Apesar disso, drogas que
melhoram a memória podem melhorar os sintomas da doença
de Alzheimer.
As observações de que a fisetina protege e
promove a sobrevivência de neurônios cultivados e
estimula a memória em camundongos sadios faz dela uma
candidata promissora para estudos adicionais. Maher nota, "Essa
é a primeira vez que a função de um
produto natural é caracterizada no nível
molecular no sistema nervoso central e também mostra
que tanto o LTP in vitro quanto a memória dem longo
prazo in vitro aumentar."
"A boa noticia é que a fisetina está
disponível em morangos, mas a má notícia é
que por causa do seu estatus de produto natural, existe pouco
interesse financeiro em realizar testes clínicos com
humanos sobre doenças associadas à perda de memória,
tal como Ahzheimer, onde as opções de tratamento
são muito limitadas correntemente,"disse Maher. Além
de morangos, a fisetina é encontrada no tomate, cebola,
laranja, maçã, pêssego, uva, kiwi e caqui.
Gingko biloba, mesmo rico em outros flavanóides, não
contém fisetina.

[voltar]
[topo]
Atenção:
As informações contidas neste site têm caráter
informativo e não devem ser utilizadas para realizar
auto-diagnóstico, auto-tratamento ou auto-medicação.
Em caso de dúvidas, consulte o seu médico.
Proibida a reprodução, distribuição
ou publicação, parcial ou total, do conteúdo deste
site estando o infrator sujeito às sanções legais
cabíveis.
|