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| Benefícios da exposição
moderada ao sol superam riscos de câncer de pele em
algumas populações |
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| Proceedings of the National Academy of Sciences,
07/01/2008 |
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Um novo estudo realizado por cientistas do the U.S.
Department of Energy's Brookhaven National Laboratory e
colegas da Noruega sugere que os benefícios da exposição
moderada ao sol, mais especificamente a produção
de vitamina D que protege contra os efeitos letais de várias
formas de câncer e outras doenças - podem superar
o risco de desenvolver câncer de pele em populações
com deficiência de vitamina D.
Sabemos que a radiação solar é a
principal causa para o câncer de pele, disse o autor
Richard Setlow, mas também é a maior, se não
for a principal, fonte de vitamina D em humanos. Na presença
de luz solar, o organismo converte certos compostos químicos
precursores em vitamina D.
"Estudos mostram que a vitamina D desempenha um papel
protetor em vários tipos de câncer interno e
possivelmente em várias doenças, daí a
importância de se avaliar os riscos relativos para
determinar se a recomendação para evitar a
exposição ao sol está causando mais danos
do que benefícios em algumas populações",
diz o autor. A preocupação refere-se em
particular a grandes populações das latitudes
mais ao norte, como Escandinávia, onde a exposição
ao sol é extremamente limitada.
De acordo com os cálculos do estudo, pessoas
residindo na Austrália (logo abaixo do equador)
produzem 3,4 vezes mais vitamina D, como resultado da exposição
solar, do que pessoas na Grã-Bretanha, e 4,8 vezes mais
do que pessoas na Escandinávia, indicando um gradiente
norte-sul na produção de vitamina D.
Em populações com tipos de pele similares,
existe um claro aumento na incidência de todas as formas
de câncer de pelo, do norte ao sul. "Este gradiente
nas taxas de câncer de pele indica que existe uma
gradiente norte-sul na exposição solar",
disse Setlow.
Os cientistas também descobriram que as taxas de
incidência dos principais cânceres internos tais
como câncer do cólon, do pulmão, da mama e
próstata também aumentaram do norte ao sul.
Entretanto, quando os cientistas examinaram as taxas de
sobrevivência para esses cânceres, eles
constataram que pessoas de latitudes no sul tinham menor
probabilidade de falecerem por causa desses cânceres do
que as pessoas no norte. As taxas de sobrevivência para
esses tipos de câncer melhoram quando o diagnóstico
coincide com a estação de máxima exposição
solar, indicando o papel positivo da vitamina D produzida pelo
sol no prognóstico do câncer.
Logo, como as pessoas podem se beneficiar da vitamina D sem
correr o risco de câncer de pele?
O melanoma é desencadeado pelo UVA (raio ultravioleta
com comprimento de onda mais longo) e luz visível. A
produção de vitamina D no organismo é
desencadeado pelo UVB (raio ultravioleta com comprimento de
onda mias curto). Talvez possamos desenvolver protetores
solares de modo que não bloqueiem totalmente o UVB e
nos proteja do UVA e luz visível, diz Setlow. A maior
exposição ao UVB pode resultar em câncer
de pele não-melanoma, mas que são de cura
relativamente fácil e taxas de mortalidade muito baixas
quando comparadas com cânceres internos para os quais a
vitamina D tem efeito protetor.
Outra opção seria aumentar o consumo de
vitamina D, que pode ser encontrado em fígado de
bacalhau, leite e suplementos dietéticos.

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