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| Poluição ambiental e
diabetes podem estar associados |
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| Lancet, 25/01/2008 |
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Artigo publicado por Dr D Lee demonstra uma forte relação
entre os níveis de poluentes orgânicos
persistentes (POP) no sangue, em particular compostos
organoclorinos, e o risco de diabetes tipo 2.
No estudo, Dr. Lee constatou que a associação
entre obesidade e diabetes estava ausente naquelas pessoas com
baixa concentração de POP em seu sangue, ou
seja, os indivíduos possuíam um maior risco de
diabetes se eles estivessem com altos níveis de POP em
seu sangue do que se estivessem acima do peso mas com baixos níveis
de POP.
Em comentários publicados no editorial da revista,
cientistas da Universidade de Cambridge, Dr. Oliver Jones e
Dr. Julian Griffin ressaltam a necessidade de pesquisas que
examinem possível ligação entre (POP),
que inclui vários pesticidas, e a resistência à
insulina, que pode levar ao início da diabetes adulta.
Segundo Dr. Jones, a correlação não
implica em causa. Mas se realmente existe uma ligação,
as implicações sobre a saúde podem ser
imensas. No momento, as informações são
muito limitadas e atualmente as pesquisas sobre a diabetes
adulta focam na genética e obesidade e as possíveis
influências dos fatores ambientais como poluição
quase não têm sido consideradas.
O POP passou a ser usado como um pesticida efetivo com a
introdução do DDT nos anos de 1940. Entretanto,
esses compostos químicos, incluindo DDT, caíram
em desgraça quando foram apontados como causadores da
diminuição do número de pássaros e
outros animais silvestres e possíveis efeitos negativos
sobre a saúde humana. Como os compostos se degradam
lentamente, eles continuam sendo encontrados na cadeia
alimentar e ultimamente na corrente sangüínea dos
indivíduos, mesmo depois dessas toxinas terem sido
banidas há muitos anos atrás. Além disso,
esses compostos podem permanecer na gordura do corpo por muito
tempo depois da exposição.

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